Proposta de Mandatos no STF Ganha Força
Presidente defende limite de tempo para magistrados e argumenta que permanência por décadas compromete a renovação da Corte.
Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil O debate sobre a estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo capítulo com a defesa da implementação de mandatos fixos para seus ministros. A proposta sugere que o modelo atual, baseado na aposentadoria compulsória aos 75 anos, permite que magistrados ocupem a cadeira por tempo excessivo — em alguns casos, por até quatro décadas —, o que dificultaria a alternância de visões dentro do tribunal.
O argumento central é de que "nada está livre de mudanças" e que o sistema precisa evoluir para refletir melhor a dinâmica da sociedade contemporânea. A ideia de limitar o tempo de permanência na Suprema Corte não é inédita, tendo sido pautada em programas de governo anteriores, mas volta ao centro do cenário político como uma alternativa para modernizar a relação entre os Poderes.
Pontos de Destaque na Discussão:
Alternância de Poder: O estabelecimento de mandatos permitiria uma renovação mais frequente da composição técnica e ideológica do tribunal.
Papel do Legislativo: Ressalta-se que qualquer alteração dessa magnitude deve ser conduzida e decidida pelo Congresso Nacional, respeitando o rito democrático.
Critérios de Idade: Critica-se a possibilidade de indicações muito precoces (como aos 35 anos) que resultam em permanências vitalícias na prática, sugerindo que um período fixo traria maior equilíbrio.
Cenário Atual:
Enquanto o tema avança no debate público, o Judiciário também busca mecanismos internos de modernização, como a criação de novos códigos de ética e conduta. A discussão sobre mandatos insere-se em um contexto mais amplo de reformas institucionais que visam fortalecer a transparência e a eficiência das instâncias superiores do país.




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