Governo Triplica Incentivo para Blindar a Indústria Nacional
Com aporte de R$ 3 bilhões, gestão federal busca estancar demissões e combater a concorrência desleal no setor.
Foto: Cadu Gomes/VP Em um movimento estratégico para assegurar a sobrevivência de um dos pilares da economia brasileira, o governo federal anunciou a ampliação drástica do socorro à indústria química. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, confirmou que o orçamento destinado ao Regime Especial da Indústria Química (Reiq) saltará de R$ 1 bilhão para R$ 3 bilhões ainda em 2026.
Crise e Resposta Imediata
A decisão surge como um "balão de oxigênio" para o setor, que enfrenta um cenário crítico. Somente em 2025, o fechamento de unidades fabris em polos estratégicos, como o de Cubatão (SP), acendeu o alerta vermelho sobre a desindustrialização e o risco de desemprego em massa. A triplicação dos incentivos fiscais (via redução de PIS/Cofins sobre matérias-primas) visa reduzir custos operacionais e manter a competitividade das empresas nacionais.
O Combate ao "Dumping"
Além do alívio tributário, o governo endurece o discurso contra a concorrência externa. Alckmin destacou que existem atualmente 17 processos de investigação de dumping em curso. A medida busca proteger o mercado interno de produtos estrangeiros — especialmente asiáticos — que entram no Brasil com preços abaixo do custo de produção, sufocando as fábricas locais.
Impacto Estrutural e Futuro
A estratégia não é apenas emergencial. Ao fortalecer o Reiq, o governo espera não apenas preservar postos de trabalho, mas também garantir a arrecadação futura. Dados do setor indicam que, historicamente, cada real investido em incentivos químicos retorna de forma multiplicada através do aumento da produção e do consumo de insumos, gerando um ciclo econômico positivo para o país.




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