A Radiografia do Quadro de Bolsonaro na PF
Entre laudos periciais e pedidos de urgência, o balanço médico oficial sobre a saúde do ex-mandatário.
Foto: Reprodução Internet A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) laudos recentes que descrevem a condição clínica de Jair Bolsonaro. O foco principal dos documentos mais recentes, emitidos em janeiro de 2026, refere-se a um incidente de queda na cela, no qual a PF constatou um "traumatismo craniano leve". Segundo os peritos criminais médicos, o ex-presidente apresentou ferimentos superficiais no rosto e no pé, mas permaneceu "consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico".
Além do incidente recente, o quadro crônico envolve crises persistentes de soluço e a necessidade de correção de uma hérnia inguinal bilateral. Embora a defesa alegue urgência devido ao desconforto e risco de complicações, os primeiros relatórios periciais da PF haviam indicado que não havia urgência imediata para a cirurgia, embora o STF tenha autorizado o procedimento posteriormente.
Pontos Fundamentais do Monitoramento
Estabilidade Neurológica: Após a queda, exames de imagem (tomografia e ressonância) foram autorizados para descartar lesões internas, confirmando a estabilidade inicial apontada pela PF.
Procedimentos Cirúrgicos: O histórico aponta que Bolsonaro já foi submetido a cirurgias para reparação de hérnia e tratamento dos soluços, com acompanhamento pós-operatório realizado fora da carceragem sob custódia.
Divergência de Avaliação: Existe um contraste entre os boletins da defesa, que apontam "piora no quadro clínico", e os laudos da PF, que tendem a descrever as ocorrências como "sob controle" ou "sem intercorrências graves".
Perspectiva: O acompanhamento médico tornou-se um ponto central na dinâmica jurídica da prisão, onde cada relatório da Polícia Federal serve de base para decisões sobre transferências hospitalares ou concessão de regimes diferenciados por razões humanitárias.




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