Juliana Soares, sobrevivente de agressão brutal, recebe honraria e transforma dor em luta
Juliana Soares, sobrevivente de agressão brutal, recebe honraria e transforma dor em luta

Um mês após sobreviver a um episódio de violência brutal, em que foi espancada 61 vezes dentro de um elevador pelo então namorado, a jovem Juliana Soares se tornou símbolo de resistência e superação. Nesta segunda-feira (25), em Natal (RN), ela foi homenageada pela Câmara Municipal com a Comenda Maria da Penha, a mais alta honraria voltada ao enfrentamento da violência doméstica.
O agressor, Igor Eduardo Pereira Cabral, está preso e responde por tentativa de feminicídio. Mas foi Juliana quem deu novo significado ao silêncio de tantas vítimas, transformando sua dor em bandeira contra a violência.
“Nunca busquei holofotes, mas eles chegaram até mim de forma triste e trágica. Hoje, transformo essa dor em voz para tantas mulheres que enfrentam violência todos os dias”, declarou Juliana, emocionando os presentes.
Durante o discurso, ela ressaltou a importância da rede de apoio formada por familiares, amigos e instituições, que a ajudaram a se reerguer. Também fez um apelo à sociedade:
“Gostaria de firmar um compromisso com vocês para que olhem com mais cuidado, quando aquela amiga chegar e comentar sobre alguma coisa que ocorreu, sem julgamento, sem apontamento. Gostaria muito que todas as mulheres tivessem acesso a esse acolhimento, porque ele é de total importância.”
Juliana agora se posiciona não como vítima, mas como referência de força e coragem, representando milhares de mulheres que ainda sofrem em silêncio. Sua história, marcada pela violência, se transforma em um grito coletivo por justiça e acolhimento.
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