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Barueri,04/02/2026

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DJ brasileira aceita pedido inusitado e leva ritmo intenso para cerimônia de cremação

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DJ brasileira aceita pedido inusitado e leva ritmo intenso para cerimônia de cremação

A DJ brasileira Scheila Santos, que atua na cena eletrônica internacional, viveu uma experiência inusitada depois de receber o convite musical mais inesperado da carreira. A musicista, que mora em Londres, na Inglaterra, foi procurada para montar o setlist musical de uma cerimônia de cremação, com um pedido claro da família: nada de músicas tristes ou religiosas, com o objetivo de utilizar trilha sonora que refletisse a personalidade irreverente do homenageado.

"Quando li a mensagem, minha reação foi rir de nervoso. Eu pensei que fosse uma brincadeira, porque nunca ninguém tinha me pedido algo assim. Eu precisei reler para entender que era sério", relembrou Scheila.

"Eles me explicaram que não queriam um clima pesado. Disseram que ele era uma pessoa alegre, irreverente, e que a despedida precisava ter a cara dele, mesmo que isso parecesse estranho para outras pessoas", explicou a artista.

Cardi B, Queen e mais

Entre as músicas solicitadas, algumas chamaram atenção justamente por serem completamente improváveis para uma cerimônia de cremação. "Quando vi Cardi B na lista, eu travei. Tinha 'I Like It', tinha Queen, tinha música de filme. Nada combinava com a ideia que a gente tem desse tipo de cerimônia", conta.

DJ Scheila Santos (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

"Eu respeitei exatamente a ordem que a família pediu. Pensei em como cada música seria sentida naquele espaço, naquele momento. Não era para causar choque, nem estranhamento. Era para que todos reconhecessem quem ele foi até no último som", explicou Sheila, relatando que o cuidado estava em equilibrar o inusitado com o respeito.

Segundo a DJ, a experiência mudou completamente a forma como ela enxerga o papel da música fora dos ambientes tradicionais. "A gente cresce associando música a festa, pista, palco. Ali eu entendi que a música também pode acompanhar despedidas, pode acolher o silêncio e até aliviar a dor. Ela vira uma extensão da memória", reflete.

DJ aceitou desafio

A DJ diz que precisou desconstruir seus próprios limites profissionais antes de aceitar o trabalho. "Eu parei para pensar se eu estava preparada emocionalmente para isso. Não era sobre tocar bem ou fazer uma seleção criativa. Era sobre entender que aquela música carregava um peso muito maior. Eu não estava lidando com público, estava lidando com uma história de vida", afirma.

Não foi um set para animar ninguém. Foi um set para honrar alguém. Isso muda totalmente a responsabilidade que você carrega como artista. Para mim, naquele dia, a música não foi sobre som. Foi sobre respeito", destacou Sheila.

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