Medida protecionista de Trump contra o Brasil pode afetar economia dos EUA, aponta análise internacional.
Tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros podem elevar custos para empresas americanas e gerar tensões comerciais em ano eleitoral.

As novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos importados do Brasil podem ter consequências inesperadas — e até prejudiciais — para a própria economia americana. A análise vem da respeitada revista britânica The Economist, que alerta para os possíveis efeitos colaterais da medida em pleno cenário de eleições presidenciais nos EUA.
A decisão de Trump inclui sobretaxas que elevam em até 50% os custos de importação de bens brasileiros, com o objetivo declarado de proteger a indústria nacional. No entanto, especialistas indicam que esse movimento pode encarecer matérias-primas utilizadas por empresas dos próprios EUA, reduzir competitividade e abrir margem para represálias comerciais por parte de aliados estratégicos.
Embora alguns setores agrícolas e industriais americanos possam inicialmente se beneficiar com a medida, o impacto geral pode ser negativo. A The Economist destaca que o Brasil é fornecedor chave de insumos como aço, alumínio, alimentos e combustíveis. A elevação de preços em cadeia pode pressionar a inflação já sensível para o eleitor americano médio — e comprometer a popularidade do atual governo.
Além disso, o gesto de endurecimento comercial pode azedar as relações diplomáticas entre Washington e Brasília. Analistas lembram que o Brasil tem diversificado sua pauta de exportações e buscado fortalecer laços com outros parceiros internacionais, como China e União Europeia.
Com a campanha eleitoral nos EUA se intensificando, o tema do comércio internacional promete ser uma das pautas centrais. A estratégia de Trump pode agradar sua base mais protecionista, mas o risco de reações adversas nos mercados globais e entre empresários do próprio país levanta dúvidas sobre a eficácia da medida a longo prazo.
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