As 40 profissões mais impactadas pela inteligência artificial segundo estudo da Microsoft
Profissões que dependem de linguagem, comunicação, produção de conteúdo, matemática ou tarefas repetitivas enfrentam maior risco de automação, enquanto ocupações manuais com interação humana permanecem mais seguras.

Um estudo da Microsoft Research, publicado como pré‑print em 22 de julho de 2025, analisou mais de 200 000 conversas com o Copilot para calcular um “índice de aplicabilidade da IA” para 1 000 ocupações com base no O*NET, mapeando quais tarefas são mais suscetíveis à automação ou apoio por IA.
As profissões com maior risco de impacto envolvem comunicação e produção de informação: intérpretes e tradutores, historiadores, redatores, jornalistas, revisores, cientistas políticos, matemáticos, desenvolvedores web, cientistas de dados, especialistas de customer service e representantes de vendas estão entre os 40 mais exposto.
Já as profissões menos impactadas são aquelas que exigem presença física, trabalho manual, destreza ou empatia humana, como auxiliares de enfermagem, massoterapeutas, operadores de draga, trabalhadores da construção, faxineiros, operadores de tratamento de água, telhadistas, embalsamadores, técnicos cirúrgicos e flebotomistas.
A Microsoft ressalta que “alta aplicabilidade da IA” não significa extinção automática dos empregos. Ao contrário, a IA tende a ampliar produtividade, liberando humanos para tarefas mais criativas ou complexas — assim como os caixas de banco não desapareceram com os ATMs, mas passaram a se dedicar ao atendimento personalizad.
Especialistas também enfatizam que os trabalhadores devem se preparar com capacitação digital contínua, desenvolvendo habilidades complementares como pensamento crítico, ética, colaboração e supervisão de IA para se manterem relevantes no mercado.
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