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Barueri,29/08/2025

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Governo e STF avaliam que julgamento de Bolsonaro pode ser usado como pretexto para Trump impor novas sanções ao Brasil

Aliados de Lula e ministros do Supremo temem que eventual condenação do ex-presidente seja explorada politicamente pelos EUA para justificar medidas econômicas e diplomáticas contra o país.

Brasil247
Governo e STF avaliam que julgamento de Bolsonaro pode ser usado como pretexto para Trump impor novas sanções ao Brasil Foto: Reprodução Google

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, previsto para setembro de 2025, tem gerado apreensão no governo brasileiro e no Supremo Tribunal Federal (STF). Autoridades temem que uma possível condenação seja utilizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como justificativa para impor novas sanções econômicas e diplomáticas ao Brasil.

Desde o início de sua segunda presidência, Trump adotou uma postura agressiva em relação ao Brasil, impondo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicando sanções individuais contra ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, sob a alegação de "perseguição política" a Bolsonaro. Essas medidas têm sido vistas como tentativas de desestabilizar o governo Lula e enfraquecer o Judiciário brasileiro.

Integrantes do governo e do STF acreditam que Trump ainda dispõe de instrumentos adicionais de pressão, como a extensão das sanções a outros magistrados e seus familiares. Embora tais medidas sejam vistas como de baixo impacto prático — já que poucos ministros mantêm patrimônio nos Estados Unidos —, a preocupação recai sobre os efeitos simbólicos e financeiros, especialmente em relação ao sistema bancário e às reservas em dólar.

A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, criticou duramente as ações de Trump, afirmando que a especulação com o valor das ações dos bancos é uma parcela do "Custo Bolsonaro", que recai sobre o país desde que ele se aliou a Trump para fugir do julgamento por seus crimes. Ela também responsabilizou Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo pelas retaliações, destacando que quem agrediu o sistema financeiro no Brasil foi Donald Trump, provocado por Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo.

A tensão entre Brasil e Estados Unidos tem se intensificado, com o governo brasileiro buscando alternativas para mitigar os efeitos de uma possível escalada. Enquanto isso, o julgamento de Bolsonaro promete ser um marco não apenas para a política interna, mas também para as relações exteriores brasileiras.

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