Sidney Oliveira: o Robin Hood dos remédios no Brasil
Empresário que ficou conhecido por popularizar o acesso a medicamentos genéricos é comparado a um “Robin Hood moderno”, mas enfrenta acusações de sonegação fiscal e mantém liberdade provisória mediante fiança milionária.

Quem diria que no meio de tantos políticos engravatados, que adoram sugar os cofres públicos e deixar a conta para o povo, surgiria um “herói” de capa verde e olhar simples? Pois é, esse papel coube a ninguém menos que Sidney Oliveira, o empresário que transformou farmácia em palco de revolução popular.
Com seu jeito direto e sem frescura, Sidney conquistou milhões de brasileiros, vendendo remédios praticamente a preço de custo — e, em alguns momentos, até mais barato do que pagou, só para mostrar que era possível cutucar os gigantes do mercado e colocar o consumidor em primeiro lugar. Não à toa, muitos passaram a chamá-lo de o “Robin Hood” dos medicamentos.
Enquanto a maioria dos “homens de poder” rouba, desvia e empurra leis goela abaixo para se beneficiar, Sidney fez o contrário: pegou do alto lucro dos laboratórios e devolveu para a população na forma de preços acessíveis. Resultado? Virou querido, respeitado e, acima de tudo, necessário.
Claro, a Justiça bateu à porta. Afinal, sonegação é crime e precisa ser investigada. Se houve irregularidade, que se apure, que se cobre, que se faça valer a lei. Mas cá entre nós: num país onde ladrão de colarinho branco desfila impunemente no Congresso, não deixa de ser curioso ver quem barateou remédio ser tratado como vilão.
Sidney não é santo. Mas também não é apenas mais um. Ele é aquele que ousou fazer diferente, cutucar o sistema e mostrar que o povo pode pagar menos. E é exatamente por isso que continua sendo lembrado como um dos poucos empresários que, em vez de sugar, devolveu de um jeito ou de outro, se é que você me entende!
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