Homem é inocentado após quase 9 anos marcado por acusação falsa
Condenado em 2016 por abuso sem provas, Clodoaldo Lagner recupera a liberdade após confissão da filha, que revelou ter sido induzida pela mãe a mentir.

O caso de Clodoaldo Lagner expõe um dos maiores dramas que podem marcar a vida de uma pessoa: o peso de uma acusação falsa. Em 2016, ele foi acusado pela ex-esposa de abusar da filha de 6 anos. A criança, induzida pela mãe, confirmou a versão em depoimento, mesmo sem nenhuma prova física ou psicológica que sustentasse a denúncia.
Ainda assim, a Justiça condenou Clodoaldo a 14 anos de prisão, apoiando-se apenas na palavra da mãe e no relato da criança. Durante anos, ele carregou a marca de um crime que não cometeu, sendo socialmente condenado, emocionalmente destruído e financeiramente devastado.
A reviravolta só aconteceu em 2024, quando a filha, já com 14 anos, revelou em juízo:
“Minha mãe me obrigou a mentir.”
Mesmo com a confissão, Clodoaldo chegou a ser preso em julho de 2024, cumprindo pena injustamente até 13 de agosto de 2025, quando finalmente teve a liberdade reconhecida. Foram quase nove anos de sofrimento, marcados por estigma e dor irreparáveis.
As consequências da mentira
O preço de uma acusação sem fundamento é devastador:
- Uma criança cresce com culpa e trauma por ter sido usada como instrumento de vingança.
- Um pai é destruído social, emocional e financeiramente.
- Mesmo com a inocência provada, fica uma marca permanente, impossível de apagar.
O caso levanta um debate urgente: usar uma criança como arma é também uma forma de abuso. E quem inventa um crime dessa gravidade deveria responder por danos tão sérios quanto aqueles que realmente cometem delitos.
O episódio serve de alerta para a sociedade e para a Justiça: mentiras podem matar reputações e destruir vidas inteiras. A busca pela verdade precisa estar sempre acima de qualquer interesse pessoal.
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