O Convite de Trump que Desafia o Itamaraty
Washington confirma Lula como peça-chave no novo conselho para a reconstrução de Gaza, enquanto Brasília calibra sua resposta oficial.
Foto: REUTERS/Leah Millis/Proibida reprodução A Casa Branca oficializou nesta semana um movimento que coloca o Brasil no centro das atenções diplomáticas globais. O presidente Donald Trump confirmou ter enviado um convite formal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o recém-criado Conselho da Paz, um organismo internacional que visa supervisionar a administração e a reconstrução da Faixa de Gaza.
O conselho é o pilar da segunda fase do plano de paz articulado pelos Estados Unidos, que inclui a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). Durante coletiva de imprensa, Trump destacou a importância da participação brasileira, afirmando que Lula terá um "grande papel" no colegiado, que também conta com convites enviados a líderes como Javier Milei, da Argentina, e Recep Tayyip Erdogan, da Turquia.
O Dilema de Brasília
Apesar da confirmação vinda de Washington, o Palácio do Planalto mantém uma cautela estratégica. O Ministério das Relações Exteriores confirmou o recebimento da carta-convite via Embaixada em Washington, mas Lula ainda não sinalizou se aceitará o assento.
O convite chega em um momento de tensões latentes, onde o governo brasileiro avalia:
A autonomia do conselho em relação à ONU.
O impacto da adesão na imagem do Brasil junto ao mundo árabe e a Israel.
A viabilidade prática do plano de reconstrução proposto pela gestão Trump.
Enquanto líderes como Milei já celebraram a convocação nas redes sociais, o Brasil prefere o silêncio administrativo, analisando os termos de um conselho que promete redesenhar a governança de territórios em conflito sob a liderança direta da Casa Branca.




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