Redução da jornada laboral pode impulsionar desempenho econômico do Brasil
Especialistas e representantes do governo defendem que o fim do regime 6x1 favorece a eficiência dos trabalhadores e o crescimento das empresas.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil A transição para modelos de trabalho mais flexíveis, como a escala 5x2 com 40 horas semanais, está no centro do debate sobre a modernização do mercado brasileiro. O argumento central é que o descanso adequado não é apenas um direito social, mas um fator determinante para a produtividade. Estudos indicam que o esgotamento causado por jornadas exaustivas prejudica a capacidade criativa e operacional, enquanto períodos maiores de recuperação permitem que o profissional entregue melhores resultados em menos tempo.
Dados de experiências internacionais reforçam essa tese. No Japão, a adoção de semanas de quatro dias resultou em saltos de até 40% na eficiência individual. Casos similares na Islândia e nos Estados Unidos mostram que a redução da carga horária costuma vir acompanhada de crescimento econômico e maior cumprimento de prazos. No Brasil, levantamentos com empresas que já reduziram a jornada revelam que a maioria registrou aumento de faturamento, provando que o bem-estar do colaborador está diretamente ligado à saúde financeira do negócio.
Além do ganho imediato na produção, a mudança abre espaço para que o trabalhador invista em qualificação profissional e cuidados pessoais. A resistência de alguns setores é vista como uma barreira cultural, já que a inovação tecnológica e novos métodos de gestão podem compensar a redução de horas sem afetar os salários. A expectativa é que o tema avance no Legislativo ainda este ano, consolidando um novo paradigma para as relações trabalhistas no país.




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