Câmara articula novo benefício que pode elevar vencimentos a R$ 77 mil
Medida prevê gratificação extra para cargos de chefia, seguindo modelo adotado por outros órgãos de controle e do Judiciário.
Reprodução/ KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo A Câmara dos Deputados estuda a implementação de um novo adicional financeiro destinado aos seus servidores, em um movimento que replica modelos já adotados pelo Judiciário e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A proposta, que integra a minuta do novo plano de carreira da Casa, prevê a criação de uma indenização por dedicação gerencial, voltada especificamente para quem ocupa cargos de chefia e assessoramento.
Na prática, esse novo "penduricalho" permite que a remuneração final de alguns servidores ultrapasse consideravelmente o teto constitucional. No topo da carreira, somando-se o salário base às novas gratificações, os rendimentos brutos podem atingir a marca de R$ 77 mil. A medida gera polêmica por ocorrer em um momento de debate sobre o ajuste das contas públicas e o controle de gastos com o funcionalismo.
O argumento para a criação do benefício é a necessidade de valorizar funções de liderança e garantir a retenção de talentos técnicos dentro da estrutura legislativa. No entanto, críticos apontam que a estratégia de criar verbas com "natureza indenizatória" é uma forma de contornar o limite máximo de pagamento do serviço público, uma vez que tais valores não entram no cálculo do abate-teto.
O projeto segue em análise interna e, se avançar, deve gerar um impacto significativo no orçamento da Câmara para os próximos anos, consolidando uma tendência de expansão de benefícios extras nas cúpulas dos Três Poderes.
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